Emerson Fittipaldi fala sobre o amigo George

O ex-piloto Emerson Fittipaldi, um dos maiores do automobilismo mundial em todos os tempos, lançou no ano passado o livro “Uma Vida em Alta Velocidade”, onde conta suas memórias. Como todos sabem, Emerson foi amigo fiel do ex-beatle George Harrison, que era fanático por corridas, em especial de Fórmula 1.

Vários exemplos podem ser citados dessa paixão, mas vale destacar o pôster da McLaren de Ayrton Senna que aparece durante as cenas de entrevista do disco 5 dos DVD Anthology. Além, é claro, da versão que George fez durante uma entrevista para a TV para Here Comes the Sun, ao violão, alterando a letra e dizendo Emerson várias vezes. Entre outras tantas.

Beatles: “os meus preferidos”
Em duas passagens de seu livro, Émerson comenta sobre os Beatles e George Harrison. A primeira é assim: ano de 1968: “Dirigi o caminhão levando o carro de Wimbledon para Roma, com Chico Rosa a meu lado. Eu tinha instalado na cabine um toca-fitas e comprado uma pilha de fitas cassetes para escutarmos rock and roll durante toda a viagem, a maioria delas com músicas dos Beatles, que eram de longe os meus preferidos”.

George: “identificação imediata”A segunda passagem é bastante curiosa: “Naquela prova (Corrida dos Campeões em Brands Hatch) conheci um de meus maiores amigos de todos os tempos. Estava no boxe antes da largada e, quando vi aquele cabeludo se aproximando, não acreditei. Era George Harrison. Eu era fã dos Beatles e descobri que ele era louco por automobilismo. Tinha vindo me cumprimentar e desejar boa sorte. Trocamos telefones e desde então, sempre que eu ia à Inglaterra, telefonava para ele. Sentimos uma identificação imediata e muito profunda um com o outro, conversávamos durante horas e nunca faltava assunto. Ele morava num castelo gigantesco na Inglaterra, um antigo mosteiro franciscano com cinco andares e mais de 100 quartos. Era um absurdo de grande.

Uma vez fui visitá-lo com meus filhos Jayson, Tatiana e Joana. George me instalou num quarto com Jayson, e as meninas no quarto ao lado. As paredes eram de madeira escura e tudo era muito antigo, sinistro, tenebroso. Quando fomos dormir, em menos de meia hora as meninas já estavam batendo na porta do meu quarto.

– Pai, a gente está com medo….

Dormimos todos juntos, apertados na mesma cama.”

Emerson mostrou-se um amigo verdadeiro de George até seus últimos momentos de vida, tendo ido visitá-lo na clínica que George fazia tratamento na Suíça. Essa amizade pode ser considerada como o motivo de Émerson não comentar praticamente nada sobre seu relacionamento com ele. Isso mostra sua consideração para com o músico que sempre gostou de ter sua intimidade preservada.

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